O plano financeiro, ano a ano.
Cinco motores de receita contra a estrutura de custos do estudo de viabilidade, no cenário realista. Cada gráfico tem a tabela ao lado e a premissa embaixo, para a conta poder ser conferida linha a linha.
R$ 62,4 mi
receita no ano 5 (v2, realista)
mês ~26
break-even operacional
v1: mês ~28
R$ 2,9 mi
pico de caixa a financiar
v1: R$ 3,6 mi
85%
margem bruta do modelo
Projeções derivadas do estudo de viabilidade (junho de 2026) e do modelo de negócio v2 (julho de 2026), com premissas documentadas na seção 07. Projeções não são promessa de resultado.
O Romeo abre a conta
Cinco anos, mês a mês: receita por motor, caixa, break-even, custos, cenários e unit economics. As premissas estão todas expostas.
Ver a tese →Receita por motor, anos 1 a 5
A taxa universal de 2,5% é o maior motor em todos os anos, mas o desenho da v2 faz os motores recorrentes crescerem por baixo: no ano 5, pagamentos respondem por 25% da receita, módulos por 10% e assinaturas por 6%. Total do ano 5: R$ 62,4 mi, contra R$ 45,2 mi no modelo v1.
- Taxa universal 2,5%
- Pagamentos
- Assinaturas
- Módulos
- Domínio .broker
Ver como tabela · receita por motor (R$ mil)
| Ano 1 | Ano 2 | Ano 3 | Ano 4 | Ano 5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Taxa universal 2,5% | R$ 161 mil | R$ 1,2 mi | R$ 5,7 mi | R$ 14,6 mi | R$ 36,3 mi |
| Pagamentos | R$ 8 mil | R$ 139 mil | R$ 1,2 mi | R$ 4,7 mi | R$ 15,8 mi |
| Assinaturas | R$ 44 mil | R$ 220 mil | R$ 861 mil | R$ 2,1 mi | R$ 4,0 mi |
| Módulos | R$ 17 mil | R$ 191 mil | R$ 935 mil | R$ 2,4 mi | R$ 5,9 mi |
| Domínio .broker | R$ 1 mil | R$ 8 mil | R$ 47 mil | R$ 155 mil | R$ 428 mil |
| Total v2 | R$ 231 mil | R$ 1,8 mi | R$ 8,7 mi | R$ 24,0 mi | R$ 62,4 mi |
| Total v1 (referência) | R$ 149 mil | R$ 1,2 mi | R$ 5,8 mi | R$ 16,5 mi | R$ 45,2 mi |
Motores 1, 2 e 5: estudo de viabilidade §2 (motor 1 acrescido da taxa universal: +15% nos anos 1–2, +25% nos anos 3–5). Motores 3 e 4: modelo de negócio v2 (mix de planos e attach de módulos na seção 07).
Caixa acumulado e break-even
Os dois primeiros anos queimam caixa por decisão: time e go-to-market vêm antes da escala. A linha do modelo v2 afunda menos (R$ 2,9 mi no pior ponto, contra R$ 3,6 mi na v1) e cruza o zero antes, perto do mês 26. MVP e Seed (R$ 0,85–1,2 mi + R$ 2–3 mi) cobrem o vale com folga.
- Modelo v2
- Modelo v1 (referência)
Ver como tabela · caixa acumulado (R$ mil)
| Ano 0 | Ano 1 | Ano 2 | Ano 3 | Ano 4 | Ano 5 | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Modelo v2 | R$ -1,0 mi | R$ -1,9 mi | R$ -2,9 mi | R$ 736 mil | R$ 15,7 mi | R$ 63,5 mi |
| Modelo v1 | R$ -1,0 mi | R$ -2,0 mi | R$ -3,6 mi | R$ -2,9 mi | R$ 4,6 mi | R$ 35,2 mi |
v1: fluxo de caixa do estudo de viabilidade §4.1 (ano 0 = investimento do MVP, R$ 1,0 mi). v2: mesmo ano 0 + resultado anual do P&L da seção 01 contra os custos da seção 03.
Para onde vai o dinheiro
Folha é o custo dominante em todos os anos (de R$ 936 mil no ano 1 a R$ 9,7 mi no ano 5, cerca de dois terços do total) — o plano contrata na frente da receita. Infra e gateway crescem com o volume, mas somados nunca passam de 14% dos custos.
- Folha (com encargos)
- Marketing
- Infraestrutura
- Gateway
- Outros (jurídico, escritório, ferramentas)
Ver como tabela · custos por categoria (R$ mil)
| Ano 1 | Ano 2 | Ano 3 | Ano 4 | Ano 5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Folha (com encargos) | R$ 936 mil | R$ 2,2 mi | R$ 3,6 mi | R$ 6,3 mi | R$ 9,7 mi |
| Marketing | R$ 84 mil | R$ 276 mil | R$ 696 mil | R$ 1,3 mi | R$ 2,4 mi |
| Infraestrutura | R$ 60 mil | R$ 168 mil | R$ 432 mil | R$ 936 mil | R$ 1,8 mi |
| Gateway | R$ 12 mil | R$ 30 mil | R$ 72 mil | R$ 132 mil | R$ 240 mil |
| Outros (jurídico, escritório, ferramentas) | R$ 54 mil | R$ 122 mil | R$ 230 mil | R$ 381 mil | R$ 529 mil |
| Total | R$ 1,1 mi | R$ 2,8 mi | R$ 5,0 mi | R$ 9,1 mi | R$ 14,6 mi |
Fonte: estudo de viabilidade §3 (infra, gateway, time, marketing, outros).
Três cenários, com o pessimista no positivo
Os cenários oficiais do estudo variam crescimento, adoção de pagamentos, churn e CAC. Mesmo no pessimista o modelo fecha o ano 5 com lucro de R$ 7,0 mi e TIR de 18%. Os números abaixo são do modelo v1; os motores novos da v2 somam por cima (~R$ 17,0 mi de receita adicional no ano 5 do realista).
| Cenário | Receita ano 5 | Lucro ano 5 | Break-even | TIR (5 anos) | Investimento |
|---|---|---|---|---|---|
| Pessimista | R$ 18,0 mi | R$ 7,0 mi | mês 48 | 18% | R$ 5,5 mi |
| Realista | R$ 45,2 mi | R$ 31,0 mi | mês 28 | 58% | R$ 3,5 mi |
| Otimista | R$ 85,0 mi | R$ 63,0 mi | mês 20 | 95% | R$ 1,8 mi |
Fonte: estudo de viabilidade §5.5 (variáveis por cenário em §5.1).
Unit economics do modelo
R$ 125
CAC blended
PLG no corretor (R$ 45); inside sales na imobiliária (R$ 850)
R$ 3.200
LTV blended
imobiliária de 10 corretores: R$ 24.800
26x
LTV/CAC
benchmark SaaS saudável: 3 a 5x
~4 meses
payback do CAC
benchmark: 12 a 18 meses
85%
margem bruta
benchmark SaaS: 70 a 80%
A conta que sustenta tudo: adquirir um corretor custa menos que um mês do valor que ele gera, e a v2 eleva o ARPU com assinaturas e módulos sem mexer no custo de servir (~R$ 5/usuário/mês de custo direto).
Fonte: modelo de unit economics (junho de 2026), resumo executivo e §6.2. Números de modelo, anteriores à operação real.
Mercado e base de usuários
~R$ 6 bi/ano
TAM monetizável
2,5% das comissões + ~3% de aluguéis e diárias + .broker
~R$ 635 mi/ano
SAM
digitalizados (35%) · Sul/Sudeste/CO (75%) · dispostos (40%)
~R$ 25 mi/ano
SOM em 5 anos
4% do SAM, rampa de share de 0,1% a 4%
A rampa realista chega a 35 mil corretores cadastrados no ano 5, com ativação subindo de 50% para 80%. Imobiliárias pagantes acompanham: 20 · 100 · 350 · 800 · 1500 nos anos 1 a 5.
- Corretores ativos
- Corretores cadastrados
Ver como tabela · base de usuários
| Ano 1 | Ano 2 | Ano 3 | Ano 4 | Ano 5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Corretores cadastrados | 500 | 2.500 | 8.000 | 18.000 | 35.000 |
| Corretores ativos | 250 | 1.500 | 5.500 | 13.000 | 28.000 |
| Imobiliárias | 20 | 100 | 350 | 800 | 1.500 |
Fontes: estudo de viabilidade §1 (TAM/SAM/SOM) e §2.1 (base de usuários). No gráfico de usuários o eixo conta pessoas, não reais.
Premissas e alavancas
| Premissa | Valor | Origem |
|---|---|---|
| Adoção de pagamentos | 5% no ano 1 → 55% no ano 5 | VF, anexo A.2 |
| Churn mensal | 8% → 3,5% | VF §6.4 |
| Mix de planos (Time/Escritório/Imobiliária) | 60/30/10 → 50/35/15; ticket R$ 183 → R$ 220 | modelo v2 (hipótese) |
| Attach de módulos sobre corretores ativos | 8% → 25%, ticket médio R$ 71/mês | modelo v2 (hipótese) |
| Taxa universal além da comissão | +15% sobre o motor 1 (anos 1–2), +25% (anos 3–5) | modelo v2 (hipótese) |
| Spread líquido de pagamentos | 1,5% (gateway fica ~1,5%) | VF, anexo A.3 |
| Inflação | 5% a.a. | VF, anexo A.3 |
Alavancas fora da projeção (upside)
Nenhuma das linhas abaixo entra nas curvas acima — não há volume auditável antes do beta. É upside sobre o P&L já validado, e todas cobram do bolso que não sente preço: o consumidor por conveniência ou um terceiro.
| Alavanca | Faixa | Status |
|---|---|---|
| Taxa de serviço do hóspede (short stay)Padrão do mercado (Airbnb/Booking cobram 10–15% do hóspede). Não toca a comissão do corretor. Potencial de 2º maior motor. | 5 a 8% da reserva | decidida |
| Seguro fiança como comissão de canalCada locação é um lead de garantia. Mil contratos ≈ R$ 300–500 mil/ano, margem ~90%. O corretor não paga nada. | 15 a 25% do prêmio | prioridade do MVP |
| Cobrança anual dos planosCaixa antecipado exatamente no vale dos anos 1–2. | ~17% de desconto | decidida |
| Antecipação de recebíveisCrédito colateralizado no fluxo que já passa pela carteira. | 2%/mês | travada |
| Mídia e destaque no marketplaceMargem de mídia (~90%), só depois que a audiência existir. O anunciante paga, não o corretor. | leilão / CPM | planejada |
Fonte: modelo de negócio v2.1, seções de validação e alavancas.
