Material para investidores · Julho de 2026

O CRM é grátis. A receita está no fluxo do dinheiro.

O corretor brasileiro paga de R$ 500 a R$ 1.500 por mês num conjunto fragmentado de CRM, site e portais. O Romeo entrega o essencial de graça para ganhar o mercado, e monetiza o que passa pela plataforma: 2,5% de toda taxa e comissão transacionada, tarifa sobre o pagamento recorrente do aluguel, assinaturas por assento para equipes, módulos operacionais e o domínio .broker.

~450 mil

corretores ativos no Brasil (COFECI)

~R$ 6 bi/ano

TAM monetizável pelo Romeo (estudo de viabilidade)

57 telas

de protótipo navegável, produto inteiro desenhado

R$ 850k–1,2M

captação-alvo para o MVP (6 a 8 meses)

As projeções deste material vêm do estudo de viabilidade financeira e do modelo de unit economics do projeto (junho de 2026), com premissas documentadas. O protótipo é um front-end completo com dados de demonstração; o backend está em construção.

O Romeo argumenta

A oportunidade, os cinco motores de receita, a lógica dos três bolsos, a concorrência e a captação. Todo número tem fonte citada.

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01

A oportunidade

O corretor paga caro por um sistema fragmentado

Um CRM custa de R$ 200 a R$ 500 por mês. O site, mais R$ 100 a R$ 300. Destaque nos portais, de R$ 200 a R$ 900. O custo de operar chega a R$ 1.500 mensais antes da primeira venda, o que exclui boa parte dos ~450 mil corretores do país. O freemium remove essa barreira de entrada por inteiro.

O prêmio é o aluguel, não a venda

A comissão de venda rende uma taxa por negócio. O aluguel é diferente: são R$ 172,8 bilhões por ano circulando todo mês, contrato após contrato. Quem processa esse fluxo captura uma receita recorrente que independe de novas vendas.

Do mercado ao capturável

TAM monetizável~R$ 6 bi/ano

2,5% sobre R$ 28,5 bi de comissões + ~3% sobre R$ 178 bi de aluguéis e diárias + domínios .broker

SAM~R$ 635 mi/ano

corretores digitalizados (35%), Sul/Sudeste/Centro-Oeste (75%), dispostos a adotar (40%)

SOM em 5 anos~R$ 25 mi/ano

4% do SAM, com a rampa de share de 0,1% no ano 1 a 4% no ano 5

Fontes: análise de concorrência §6.2 (custos atuais do corretor); estudo de viabilidade §1 (TAM, SAM, SOM e a base de R$ 172,8 bi/ano de aluguéis). Percentuais de filtro do SAM são premissas declaradas conservadoras.

02

Cinco motores, uma lógica

A taxa de 2,5% sobre a comissão é baixa de propósito: numa comissão de R$ 50 mil ela custa R$ 1.250, ruído para o corretor, e é o que torna o freemium crível. Ela ganha o mercado. Quem paga a conta é o motor de pagamentos: um aluguel de R$ 2.500 no cartão deixa cerca de R$ 32,50 de spread por mês, por contrato, enquanto o contrato durar.

MotorCobraFrequênciaMargem de contribuição
1 · Taxa universal Romeo2,5% de toda taxa e comissão do profissionalpor transação85%
2 · Pagamentos (aluguel, reservas)spread líquido de ~1,5%recorrente, mensal32%
3 · Assinaturas por assentoR$ 120 a R$ 450/mês por contarecorrente, mensal~90%
4 · Módulos operacionaisR$ 49 a R$ 199/mês por módulorecorrente, mensal~85%
5 · Domínio .brokerR$ 59/anorecorrente, anual45%

O plano grátis atende o corretor sozinho e é o canal de aquisição; times pagam por assento (R$ 120 com 5 usuários, R$ 220 com 12, R$ 450 com 30, Enterprise acima disso) e módulos operacionais como BPO financeiro, contábil e channel manager são contratados à parte. Os motores 3 e 4 trazem MRR desde o primeiro cliente, o que reduz a dependência da rampa de adoção de pagamentos, o principal risco do modelo original.

Barato e lucrativo ao mesmo tempo: a lógica dos três bolsos

A pergunta que todo investidor faz é como uma taxa baixa fecha a conta. A resposta é que o preço sai de bolsos diferentes, e só um deles sente preço.

Corretor

Sente preço, e por isso é baixo: 2,5% mais assento e módulos opcionais, menos de 1% do que ele fatura. É a promessa de ser barato.

Consumidor

Paga por conveniência, não como taxa: parcelar o aluguel e a taxa de serviço do hóspede no short stay (5 a 8%), padrão do mercado.

Terceiros

Receita invisível: a seguradora paga 15 a 25% do prêmio do seguro fiança; o anunciante paga destaque; o tomador paga a antecipação.

As projeções deste material contam apenas o bolso do corretor e o spread de pagamentos. Taxa de serviço do hóspede, seguro fiança e mídia são upside fora das curvas.

Fontes: modelo de negócio v2 (julho de 2026) para planos, módulos e taxa universal; unit economics §4 para as margens dos motores 1, 2 e 5. Tarifas ao pagador: Pix 0%, cartão à vista 3%, parcelado até 4%, boleto 4%, processadas por parceiro regulado.

03

Unit economics do modelo

R$ 125

CAC blended (PLG no corretor, inside sales na imobiliária)

R$ 3.200

LTV blended

26x

LTV/CAC (benchmark SaaS saudável: 3 a 5x)

~4 meses

payback do CAC

85%

margem bruta

A aquisição do corretor autônomo é product-led: o produto grátis é o canal, com CAC de R$ 45 por canais orgânicos e referral. A imobiliária entra por inside sales a CAC de R$ 850, contra um LTV modelado de R$ 24.800 para uma operação de 10 corretores.

Fonte: modelo de unit economics (junho de 2026), resumo executivo e §2 e §5. São números de modelo com premissas por segmento documentadas, anteriores à operação real; o próprio documento pede revisão mensal com dados de cohort.

04

Onde o Romeo se encaixa

ModeloRomeoQuintoAndarVista CRMZAP Imóveis
Custo de entradagrátisgrátisR$ 300+/mêsR$ 199+/mês
Taxa sobre transação2,5% da comissão8 a 10% do aluguelnão hánão há
Assinatura mensalnãonãosimsim
O corretor é o clientesimnão (é eliminado)simsim

O espaço que o Romeo ocupa está vazio no Brasil: não é portal (não vende anúncio), não é ERP (não cobra mensalidade) e não elimina o corretor, que é o cliente. A defensibilidade vem dos efeitos de rede da parceria entre corretores, dos dados proprietários de transação e da marca digital: quando o endereço do corretor é um .broker, a mudança de plataforma custa a própria identidade.

Fonte: análise de concorrência §5.2 (matriz de modelo de negócio), §6 (posicionamento) e §11 (white space). Preços dos concorrentes conforme levantamento de junho de 2026.

05

Onde o projeto está

O que existe hoje

A Fase 0 do roadmap está concluída: protótipo navegável de 57 telas e mais de 121 componentes cobrindo venda, locação e temporada, arquitetura documentada, modelo de dados com ~180 tipos e especificações de segurança, LGPD e integrações. O produto inteiro está desenhado e pode ser testado tela a tela.

O que está em construção

O roadmap adota um status deliberadamente honesto: UI pronta não é feature pronta. O backend (banco multi-tenant, autenticação, storage), a integração com o gateway de pagamentos e o DNS do .broker são o escopo da Fase 1, o MVP. A regra de ouro regulatória está definida desde o início: nunca construir instituição de pagamento própria; operar sobre parceiro licenciado pelo Banco Central, com alternativas mapeadas.

Fase 0 · Fundação

Q3 2026 · protótipo + arquitetura

concluída

Fase 1 · MVP

Q4 2026 a Q1 2027 · 100 corretores, 3 motores no ar

em andamento

Fase 2 · Beta público

Q2 a Q3 2027 · 500 a 2.500 corretores, ciclo de locação

planejada

Fase 3 · v1.0

Q4 2027 · 5.000 a 8.000 corretores, temporada e mobile

planejada

Fase 4 · Escala

2028+ · 20.000+ corretores, marketplace de serviços

visão
Tela do protótipo do RomeoTela do protótipo do Romeo

Fonte: ROADMAP.md (v2.0, julho de 2026), declarado fonte única da verdade do projeto.

06

Projeções em três cenários

Métrica (5 anos)PessimistaRealistaOtimista
Receita no ano 5R$ 18 miR$ 45 miR$ 85 mi
Lucro no ano 5R$ 7 miR$ 31 miR$ 63 mi
Break-evenmês 48mês 28mês 20
TIR em 5 anos18%58%95%
Investimento necessárioR$ 5,5 miR$ 3,5 miR$ 1,8 mi

Cenário realista, ano a ano

 Ano 1Ano 2Ano 3Ano 4Ano 5
ReceitaR$ 149 milR$ 1,2 miR$ 5,75 miR$ 16,5 miR$ 45,2 mi
Corretores cadastrados5002.5008.00018.00035.000
Margem EBITDAnegativanegativa29%—60%

Fontes: estudo de viabilidade §2, §4 e §5.5; P&L do modelo de unit economics §7. Premissas centrais declaradas: adoção de pagamentos de 5% no ano 1 a 55% no ano 5; churn mensal de 8% caindo a 3,5%; inflação de 5% a.a. As tabelas refletem os 3 motores originais; o modelo v2 (assinaturas por assento e módulos, julho de 2026) adiciona cerca de R$ 17 mi à receita projetada do ano 5 e antecipa o break-even realista para perto do mês 26. Projeções, não promessa de resultado.

07

Captação

MVP

estágio atual

R$ 850 mil a R$ 1,2 mi

6 a 8 meses

A espinha real do produto: backend, gateway de pagamentos, DNS .broker e 100 corretores early adopters operando.

Seed

R$ 2 mi a R$ 3 mi

12 a 18 meses

2.500 corretores ativos, ciclo completo de locação e break-even operacional.

Series A

R$ 8 mi a R$ 15 mi

24 a 36 meses

Escala nacional: 20 mil corretores, temporada, condomínios e mobile.

Uso dos fundos do MVP

40%
time (6 meses)
35%
desenvolvimento
12%
gateway e integrações
5%
jurídico e compliance
5%
infra e serviços
3%
contingência

Fonte: estudo de viabilidade §7 (orçamento detalhado do MVP e faixas por estágio).

08

Riscos, ditos com todas as letras

Adoção de pagamentos abaixo do projetado

probabilidade alta no próprio mapa de riscos

Pix a 0% como porta de entrada, incentivos de adoção e um modelo que ainda fecha no cenário pessimista, com TIR de 18% apoiada no motor de comissões.

Regulação de pagamentos (BACEN)

impacto alto, probabilidade baixa

Nunca operar instituição de pagamento própria. O MVP nasce sobre parceiro licenciado, com alternativas de gateway mapeadas.

Concorrente copia o freemium

probabilidade alta

Defesas que não se copiam com preço: rede de parcerias entre corretores, dados proprietários de transação e a identidade .broker do corretor.

Marca desconhecida no início

fraqueza declarada no SWOT

Go-to-market de comunidade com orçamento definido de R$ 600 mil no ano 1, 60% em canais orgânicos, e o produto grátis como principal canal de aquisição.

Fontes: mapas de risco do go-to-market §8, da análise de concorrência §7 e do roadmap.

A tese está descrita. O produto está no ar.

Antes de qualquer conversa, percorra o protótipo: as 51 telas navegáveis mostram o produto que este material descreve.